quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Sacode a poeira...
Estou fazendo uma disciplina na pós-graduação chamada de 'filosofia da ciência'. Além de ser uma matéria fácil, com um bom número de horas, não ter lista de presença e a prova é escrever a sua opinião e sugestões para a disciplina (ou seja, tudo o que um aluno consideraria uma disciplina dos sonhos) as discussões estão sendo ótimas e superprodutivas. Já fiz disciplinas deste estilo, de discussão em todas as aulas, e se a turma não for boa, ou se o professor não souber conduzir os debates, chega num ponto que chamamos de looping: repetições e mais repetições das mesmas coisas antes já ditas anteriormente. Este é o exato momento em que o professor deve instigar novos questionamentos, mudar de assunto ou até mesmo encerrar a aula. Senão a aula fica chatérrima, com uns poucos alunos discutindo. E as aulas estão sendo conduzidas muito bem neste sentido: claro que vira e mexe alguém dá uma guinada de 360 graus para parar no mesmo lugar, mas nada muito traumático.
Filosofia da ciência. Ciência da filosofia. Estas duas áreas são muito distintas, diferentes? são iguais? São faces da mesma moeda? São irmãos gêmeos? Univitelinos ou bivitelinos? Quem são os cientistas e os filósofos de hoje? E os de 300 anos atrás? Eis perguntas e ideias levantadas e debatidas na primeira aula.
À primeira vista, creio que todo mundo deve responder que são coisas totalmente diferentes. Filósofo é o cara que fica sentado em algum lugar pensando sobre assuntos existenciais, como se há um Deus, de onde viemos, para onde vamos, o que são o amor, a bondade, a virtude etc etc. O cientista é o cara que trabalha no laboratório, que sempre procura respostas para tudo... epa! Resposta? Mas o filósofo também procura respostas... para perguntas diferentes, talvez. Mas o cientista também pensa (e como!). O que fazer, como fazer, se deu certo, se não deu, por que que isso ou aquilo aconteceu de tal maneira...
Lá pelos anos de ouro da Idade Média, que apesar de ser conhecida também como idade das trevas ela possuiu muitos acontecimentos intelectuais, quem tratava destas questões de ciência, filosofia, matemática, geometria, astronomia, astrologia, alquimia, política, etc. eram as mesmas pessoas! Nao havia SÓ o filósofo, ou SÓ o cientista, mas um cara genial que sacava praticamente de tudo! Esta separação em duas "disciplinas" distintas foi ocorrendo ao longo dos anos, tornando talvez estas irmãs praticamente sem conexão, mas há muita filosofia na ciência, e muita ciência na filosofia!
sexta-feira, 6 de março de 2009
Happy!!!!
Passeeeeeeei no mestrado! Agora serei uma pós-graduanda !!! (só falta fazer a matrícula)

Segundo, este post é para tentar clarear algo que está tirando meu sono há algum tempo: os granulócitos da ostra que trabalho, Crassostrea rhizophorae.
A única caracterização morfológica dos hemócitos foi feito por Tânia Barth sob orientação da Marguerita Barracco, a quem tive o prazer de conhecer e traballhar em seu lab por alguns dias.
Ela fez a microscopia óptica dos hemócitos, corando com o corante Giemsa. Nela, ela achou três tipos de hemócitos: um sem grânulos, (hialino), com pouco citoplasma e núcleo grande. Outro hialino mas com muito citoplasma e núcleo menor. E o granulócito, que contêm grânulos no citoplasma. Só que o que vejo nas minhas células é um granulócito com grânulos bem maiores que os dela. Mas ao procurar imagens dos meus granulócitos, achei céls com grânulos parecidos (veja as fotos abaixo):
Hemócitos de C. rhizophorae. a: granulócito da Barracco; b: granulócito semelhante ao da Barracco e c:granulócito diferente ao da Barracco.
Sobre os hemócitos da figura c, pensei em duas hipóteses:
1) que, na verdade, são células de parasitas (protozoários, amebas, etc);
2) são células do músculo, e não da hemolinfa;
Mas ao ler um artigo que o João me enviou, lá de um pessoal da França, vi que na população de hemócitos pode aumentar a porcentagem de granulócitos. Apesar de ele estar se referindo a experimentos com exposições de xenobióticos em culturas in vitro (provavelmente esse aumento ocorreu devido à morte de hialinócitos), isto me deu uma luz. Os granulócitos podem aumentar de freqüência na hemolinfa! Inclusive eu já vi trabalhos que fizeram contagem diferencial em diferentes estações do ano para quantificar possíveis mudanças. Então pensei em mais uma hipótese:
3) manter as ostras no aquário faz que a população de granulócitos aumente além de mudar a morfologia dos grânulos, fazendo com que fique maiores.
Eu penso que esta seja a mais coente porque: i) não observava este tipo celular logo assim que as ostras chegavam; ii) a Barracco mantinhas as ostras no aquário por no máximo 48h.
Vou buscar artigos que falem sobre estas alterações dos hemócitos em bivalves que estejam sob condições de laboratório em outras espécies, além de verificar isto na próxima chegada de ostras. Aliás, manter este aquário descente está difícil, mas vou conseguir!
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Por que a NASA procura água em corpos celestes?
Acreditem, esta pergunta caiu na prova do mestrado que fiz há duas semanas. E como eu já estava no fim da prova, cansada, respondi. Ainda bem que sempre me interessei por reportagens sobre a busca de água em outros planetas. Agreguei este conhecimento à matéria que estudei no mestrado e...voilà.Como o chefe pediu que eu escrevesse a resposta para ele, achei legal publicar aqui. Quem sabe não ajuda algum estudante...
Por que a NASA procura água em corpos celestes?
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Você é capaz!

